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Entendendo o mercado financeiro: as principais operações de renda fixa

A evolução do mercado financeiro no país trouxe uma nova percepção para a população em geral, que passou a considerar outras alternativas para aplicar seu dinheiro (veja o texto que publicamos sobre o tema https://crk.com.br/portal-do-cliente/tendencia-mercado-renda-fixa/). Vale lembrar que, até o início do séc. XXI, a caderneta de poupança (cujo maior apelo está na segurança oferecida pelo governo federal) era a principal opção para o cidadão médio — ainda que, muitas vezes, a rentabilidade estivesse abaixo dos índices de inflação.

O cenário atual, porém, é bem diferente. Com o aprimoramento da segurança e, principalmente, a criação, em novembro de 1995, do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) — entidade cujo objetivo é proteger investidores em casos de decretação de regimes de intervenção ou liquidações extrajudiciais em instituições financeiras (já fizemos um artigo sobre o FGC, lembra? https://crk.com.br/crktec/calculo-da-contribuicao/) —, as pessoas que habitualmente viam a poupança como principal (ou única) alternativa para proteger seus rendimentos começaram a adquirir confiança para investir em outros títulos.

Títulos de renda fixa

É o caso do CDB (Certificado de Depósitos Bancários), título de baixíssimo risco. Há, ainda, outras alternativas muito utilizadas no mercado financeiro, como LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito para o Agronegócio), que possuem menores estoques em relação ao CDB porque exigem o cumprimento de algumas regras (capacidade de lastro, por exemplo) pelo banco emissor, além de oferecerem isenção de Imposto de Renda para pessoa física. Deve-se observar, ainda, que os emissores (bancos) são os devedores dos valores investidos nessas três modalidades — que são protegidas pelo FGC.

Títulos públicos federais

Os títulos públicos federais, que são adquiridos por meio do Tesouro Direto, também têm sido alvo da preferência dos investidores, já que oferecem rendimentos reais em médio e longo prazo, ou seja, acima dos índices de inflação. Esse tipo de investimento, vale ressaltar, é 100% garantido pelo Tesouro Nacional — outra característica que o torna tão atraente.

CRA, CRI e debêntures

Já os títulos de crédito privado são emitidos por empresas e organizações com o objetivo de captar recursos para financiar seus projetos — como o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) para viabilizar negócios entre produtores rurais, o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) para que incorporadoras possam construir prédios comerciais, shoppings e hospitais, por exemplo, e as debêntures para empresas comerciais e indústrias. 

Tais investimentos também estão em alta crescente no mercado financeiro, uma vez que oferecem ótima rentabilidade e seus vencimentos são, geralmente, de médio e longo prazo a partir de sua emissão. A grande diferença, porém, é que esses títulos expõem o investidor a um risco mais elevado (ou seja, à inadimplência do emissor) porque não oferecem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito.

Fundos de investimento

Outra modalidade cada vez mais procurada são os fundos de investimentos, que reúnem recursos de diversos investidores para adquirir títulos seguros e com boa rentabilidade — cujos ganhos são divididos entre os participantes, na proporção do valor depositado por cada um. A valorização (ou não) dessas cotas está, portanto, sujeita ao sucesso das operações realizadas pelo gestor do fundo.

Segurança, liquidez e rentabilidade

Existem diversos critérios que devem ser considerados por investidores a fim de que obtenham bons rendimentos, liquidez e segurança — não importa a dimensão de seus investimentos. Tais regras significam, de maneira geral, que títulos com riscos ou prazos menores oferecem menor retorno; os que possuem riscos ou prazos maiores, no entanto, proporcionam rentabilidade mais elevada.

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