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O desafio do registro e controle de títulos imobiliários, do agronegócio e debêntures

Os brasileiros têm procurado novas alternativas para elevar a rentabilidade em seus investimentos e, diante desse cenário, as distribuidoras e corretoras, naturalmente, começaram a incluir debêntures (dívida privada), CRAs (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e LFs (Letra Financeira)em sua oferta. Para saber mais sobre essa tendência, leia o texto que desenvolvemos em nosso blog há algumas semanas: https://crk.com.br/portal-do-cliente/tendencia-mercado-renda-fixa/

O fato, no entanto, é que o aumento do volume de investimentos nesses títulos trouxe um considerável desafio para as instituições financeiras que realizam a intermediação de tais operações: a dificuldade para registrar, controlar e conciliar as operações em carteira nos sistemas internos e de registro das câmaras de custódia. A falta de uniformidade desses papeis faz com que os emissores criem títulos com diversos tipos de especificações, causando grande inquietude aos profissionais que lidam com o backoffice — ao contrário dos cálculos de CDBs (Certificado de Depósitos Bancários) e títulos públicos, cujos cálculos são padronizados.

A necessidade de profissionais cada vez mais especializados

Além da falta de padronização desses papeis, tal situação se traduz pela ausência de fluxo constante, critérios de cálculo e possíveis eventos extraordinários, entre outros fatores. Isso significa que o controle dessas operações requer profissionais cada vez mais especializados em investimentos para interpretar, definir e até mesmo gerar todos os inputs necessários para que seja possível calcular, de maneira correta, todas as valorizações e amortizações dos papeis.

Conclusão

Não há um único método para realizar a escrituração e o fluxo de pagamentos desses títulos no Brasil. Ou seja, não existem cálculos padronizados; são necessários inputs de especialistas nos sistemas de controle de bancos de investimento, corretoras e distribuidoras. Grosso modo, pode-se dizer que tais processos ainda são realizados de maneira artesanal. O único caminho nesse sentido é, portanto, manter o atual processo de registro e, principalmente, contar com a atuação de profissionais capacitados. Afinal, a perda de investidores e da rentabilidade desses papeis — além dos resultados das instituições — não é opção.

CRK
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