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Novas clearings em operação – CRT4 e CSD BR trazem concorrência ao mercado

Clearings (ou clearing houses) ou Sistemas e Câmaras de Liquidação e Compensação de Títulos, são instituições autorizadas por órgãos como Bacen, CVM e Susep que atuam para garantir transparência, segurança e confiabilidade às operações do mercado financeiro e de capitais, com o objetivo de registrar, liquidar e custodiar títulos e valores mobiliários. Em outras palavras, é como se as clearings fossem testemunhas neutras que atestam a veracidade dessas operações.

SELIC e B3

Até recentemente existiam, no Brasil, basicamente duas clearings: a Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), dedicada à liquidação e custódia de títulos escriturais emitidos pelo Tesouro Nacional (assim como ao registro e liquidação desses ativos), e a B3 (Brasil, Bolsa e Balcão), que surgiu da fusão, em 2017, da BM&FBovespa (Bolsa de Valores, Mercados e Futuros de São Paulo) com a CETIP (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos) — e passou a concentrar todas as liquidações de títulos privados de renda fixa, renda variável e derivativos no país (um mercado de, aproximadamente, R$ 1,5 trilhão de ativos).

Novos players

Em 2020, porém, duas novas registradoras entraram em operação para atender demandas específicas e determinados nichos do mercado financeiro. A CRT4 (Central Eletrônica de Títulos e Ativos), assim, foi lançada com um capital inicial de R$ 15 milhões realizado por bancos de pequeno e médio portes como Citi, Safra, ABC Brasil, Daycoval e BMG, entre outros, com participação societária individual de até 5,25% para evitar privilégios entre os sócios. A nova empresa começou a operar com sete instituições financeiras e cerca de R$ 600 milhões registrados — e a expectativa é atingir R$ 100 bilhões com a migração de toda a base de títulos desses bancos, segundo reportagem publicada no site Valor Econômico em junho de 2020.

Além de oferecer preços mais atraentes para o registro de depósitos a prazo, a CRT4 tem como objetivo desenvolver tecnologias e infraestruturas mais modernas e adequadas ao negócio de pequenos e médios bancos — e, ainda, apoiar a transformação digital nessas instituições para torná-las mais competitivas no mercado. Os primeiros ativos registrados no início da nova clearing foram CDBs (Certificados de Depósitos Bancários); atualmente, porém, a oferta inclui LCs (Letras de Câmbio) e RDBs (Recibos de Depósitos Bancários). Vale destacar ainda que, de acordo com um artigo publicado no site Fintechs Brasil em maio de 2021, aproximadamente duas dúzias de instituições financeiras já levaram 100% dos seus estoques desses títulos para a CRT4.

Já a CSD BR Registradora (Central de Serviços de Registro e Depósito aos Mercados Financeiro e de Capitais), além de registrar, controlar posições e apurar os valores de investimentos realizados com ativos financeiros, valores mobiliários e operações de seguro, também oferece serviços de tecnologia que diminuem a complexidade das transações financeiras e proporcionam maior transparência, segurança, redução de custos e eficiência operacional. Segundo o site da revista IstoÉ Dinheiro, em matéria publicada no mês de maio de 2021, a CSD BR atingiu, em 12 meses, a marca de R$ 10 bilhões em estoque de operações.

Uma boa notícia para o mercado

O mercado financeiro atravessa um momento interessante (para saber mais, leia nossa matéria sobre tendências do mercado secundário de renda fixa aqui), e o surgimento de novas registradoras é muito positivo pela possibilidade de ajustar custos e demandas operacionais com os registros — e é oportuno lembrar, nesse sentido, que a CRK possui interface para operar essas novas clearings. Trata-se, portanto, de uma concorrência muito saudável, dado o volume registrado nas novas câmaras — que, ressalte-se, representam uma alternativa promissora para o mercado financeiro e de capitais.

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