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Pix: novos serviços e modelos de negócio

Em operação desde novembro de 2020, o Pix possibilita a realização de transferências bancárias quase instantâneas em tempo integral. Até maio deste ano cerca de 45% da população adulta no país já havia usado o sistema em algum momento, de acordo com o Banco Central — e seu volume de transações, até junho, superou em quase três vezes a soma das operações realizadas com TED e DOC.

O sistema oferece grandes vantagens e a possibilidade de desenvolver novos modelos de negócio. As instituições financeiras, assim, têm vislumbrado oportunidades para consolidá-lo como meio de pagamento substituindo parte das operações com cartões, dinheiro ou cheque através da implementação de novos serviços (que, ressalte-se, já estão no roadmap do Bacen). E, dessa maneira, otimizar processos e eliminar custos ao longo da cadeia de negócio.

É o caso, por exemplo, do Pix Garantido. O serviço, assim como o cartão de crédito ou cheque pré-datado, permitirá aos clientes a realização de pagamentos cujos débitos nas respectivas contas correntes ocorrerão em data futura — e poderão até mesmo ser parcelados. Há, ainda, o SaquePix, que permitirá aos usuários a realização de saques em dinheiro nas máquinas de autoatendimento que possuam o serviço — mesmo que não sejam clientes ou não possuam convênio com a rede ATM.

Outro serviço que merece destaque — e está, segundo o Bacen, em fase de desenvolvimento para o Pix — possibilitará a realização de operações em locais sem conexão com a internet. A nova funcionalidade representa uma oportunidade muito interessante, uma vez que o usuário poderá efetuar transações ainda que esteja em alguma situação que impeça o acesso à rede — além de permitir a inclusão de um público maior.

Em meio às oportunidades que o novo modelo traz ao mercado é possível citar o estabelecimento de parcerias com participantes indiretos através do modelo BaaS (Banking as a Service) — cujo objetivo é agregar serviços aos clientes, robustecer o negócio de parceiros e otimizar a própria infraestrutura da instituição financeira para, dessa maneira, gerar novas receitas.

O desafio da experiência do usuário

O Pix tornou-se, em menos de um ano, um dos meios de transferência de valores mais usados no país — e o próximo desafio, naturalmente, é consolidá-lo como meio de pagamento. Há, no entanto, um fator que deve ser observado sob tal contexto, uma vez que influencia a decisão do cliente quanto ao método de pagamento a ser utilizado no dia a dia: a experiência do usuário.

Ou seja, enquanto a realização de transações no Pix requer que o aplicativo seja acessado por meio de smartphone e inclui diversas etapas, outros sistemas (além dos próprios cartões de crédito) proporcionam maior conveniência porque permitem que as operações sejam realizadas com menos cliques — em outras palavras, de maneira mais ágil, prática e sem custo adicional ao cliente.

Um universo em expansão

A eficiência do Pix se traduz, principalmente, em sua maleabilidade, disponibilidade (24 horas por dia, sete dias por semana) e custos operacionais mais baixos, características que têm incentivado os players do mercado financeiro a desenvolver modelos de negócio que estimulem os clientes a substituir os métodos tradicionais. Nesse sentido, deve-se levar em consideração que, com as implementações previstas pelo Bacen (leia o texto que publicamos sobre o tema em nosso blog), a tendência é que esse universo se amplie ainda mais.

CRK
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