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Open Banking: a maior revolução em duas décadas?

As transformações no mercado financeiro vêm se acelerando. Um desses avanços que está na crista da onda é o OPEN BANKING, que prevê o compartilhamento de informações pelas instituições financeiras, uma nova revolução para o mercado financeiro.

Para especialistas do mercado, O Open Banking será uma revolução ainda maior para a economia do que o Plano Real. À época do lançamento do plano econômico os bancos precisaram repensar toda a estratégia, adequando modelos de negócios, produtos e sistemas.

Agora, com o Open Banking ou Open Finance, os dados financeiros deixaram de ser de propriedade das instituições financeiras e o cliente é quem possuirá essas informações. Terá ainda mobilidade e maior facilidade e independência para escolher produtos e fazer operações. Isso deve levar bancos e outras instituições a analisar melhor perfis, informações e propor produtos e ofertas melhores. O consumidor deve ter produtos mais baratos e as empresas precisarão de mais atenção a custos, taxas, inovação etc.

O roadmap do Open Banking no Brasil

Não é à toa, portanto, que o conceito do Open Banking vem movimentando o setor financeiro. Na prática, a ideia é agregar intercomunicação entre as instituições, que simplificaria a portabilidade de informações dos clientes para qualquer empresa que ele deseje.

Este “sistema financeiro aberto” possibilitará que o cliente movimente suas informações e serviços financeiros (financiamentos, seguros, investimentos, cartão de crédito etc.) com a instituição participante que preferir, possibilitando usufruir dos benefícios oferecidos por diferentes instituições participantes, ter maior transparência e controle da sua vida financeira e acessar mais oferta de produtos e serviços financeiros mais adequados ao seu perfil e seus propósitos.

Ou seja, essa “arquitetura tecnológica” deverá significar não só mais opções de produtos e serviços financeiros, estímulo a novos competidores, mas, também, a revisão ou criação de novos modelos de negócio. Será mais fácil fazer comparações de serviços e tarifas e agregar serviços de aconselhamento e planejamento financeiro, por exemplo.

As primeiras diretrizes para o Brasil foram divulgadas no primeiro trimestre de 2020 pelo Banco Central. Entre elas o escopo de dados a serem compartilhados, participantes e suas responsabilidades e diretrizes de experiência do cliente.

O Banco Central organizou a implementação do Open Banking em quatro fases – 1) Canais, Produtos e Serviços; 2) Cadastro e Informações de Transações; 3) Transações de Pagamento; 4) Expansão.

1ª Fase – 01/02/2021

Começou com a disponibilização de informações padronizadas sobre os canais de atendimento e as características de produtos e serviços bancários. Nessa fase nenhum dado de cliente foi compartilhado.

Essa fase facilitou a criação de soluções para comparar diferentes ofertas de produtos e serviços financeiros, tarifas bancárias, tipos de contas e de cartões de crédito.

2ª Fase – 13/08/2021

Nessa fase, os clientes já conseguem solicitar e autorizar o compartilhamento entre instituições participantes de seus dados cadastrais, de informações sobre transações em suas contas, cartão de crédito e produtos de crédito contratados.

O principal foco é possibilitar que o cliente receba ofertas mais personalizadas, de forma mais ágil e segura, além de potencializar custos melhores.

3ª Fase – 30/08/2021

Essa próxima fase, possibilitará o compartilhamento dos serviços de iniciação de transações de pagamento e de encaminhamento de propostas de crédito. Esse compartilhamento abre a perspectiva de surgimento de novas soluções de pagamentos e recepção de propostas de crédito. Significará acesso mais fácil e rápido a produtos e serviços financeiros.

4ª Fase – 15/12/2021

Outros serviços financeiros serão agregados ao Open Banking e os poderão compartilhar suas informações de operações de câmbio, investimentos, seguros, previdência e contas-salário, além de ter acesso às informações sobre as características dos produtos e serviços.

Serão mais possibilidade de serviços e produtos personalizados e com mais transparência e facilidade de acesso e contratação.

Open Banking:  a nova era está começando!

O Open Banking significará mais autonomia, transparência e segurança para os clientes, que passa a enxergar mais facilmente suas informações e saber exatamente quem tem acesso aos seus dados financeiros. A tecnologia agregará também mais liberdade e flexibilidade para contratar serviços e produtos e de forma menos burocrática.

A segunda fase se iniciará no dia 13/8 e permitirá que os clientes compartilhem (se assim desejar) seus dados pessoais entre as instituições participantes. As fases três e quatro devem estar implementadas até o início de 2022, quando o cliente passará a ter a liberdade de negociar produtos e serviços com diferentes instituições, não se restringindo mais aos serviços disponibilizados pela instituição que ele mantém uma conta ou algum tipo de relacionamento comercial. A terceira fase, segundo o BC, permanece marcada para 30 de agosto.

Para as instituições financeiras e as áreas de tecnologia e operações, a mudança será grande. Um desafio tão grande quanto os impostos pelo Plano Real, à época de sua implementação.

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