ETF, sigla para Exchange Traded Fund (também conhecido, no Brasil, como fundo de índice), é um fundo de investimento, negociado em bolsa, cujo objetivo é aplicar recursos em uma carteira de ativos para replicar retornos que correspondam ao desempenho de determinado índice de referência (índice subjacente).

Diferente dos fundos de investimento tradicionais, os ETFs estão sempre atrelados a um índice subjacente — e sua gestão é passiva, ou seja, o papel do gestor é ajustar a composição do instrumento para se aproximar, ao máximo, de tal indicador. Vale ressaltar, também, que seus resultados oscilarão de acordo com a performance dos papéis na carteira — além da oferta e demanda das cotas no mercado.

Tipos de ETF

Os tipos de fundo de índice cobrem diversos mercados. Por exemplo:

ETFs de renda variável, que acompanham índices de ações amplamente divulgados ou que reflitam alguma bolsa.

ETFs de renda fixa, cujo objetivo é espelhar as oscilações e a rentabilidade dos indicadores desse mercado.

ETFs de segmento, cujo objetivo é replicar o desempenho de uma área específica da economia como, por exemplo, tecnologia, finanças ou energia renovável.

ETF de commodities, ou ETC, como o nome já diz, são fundos de índices acompanham a performance de diversos tipos de commodities, como metais e produção agrícola.

ETF de moedas, fundos que seguem a movimentação de moedas (ou cestas de moedas).

ETF de criptomoedas, que acompanham bitcoins (BTC) e altcoins. Ou cestas de criptomoedas.

ETFs vs. fundos de investimentos tradicionais

Os ETFs possuem gestão passiva, e isso significa que os gestores têm, como objetivo, espelhar a composição e a performance de um índice de referência — mesmo que outros papéis, além dos que estão incluídos no indicador, ofereçam perspectivas melhores. As cotas de ETF, aliás, podem ser negociadas livremente em bolsa.

Já os fundos de investimentos tradicionais possuem, em boa parte dos casos, gestão ativa, ou seja, seus gestores estão constantemente em busca de oportunidades de aplicações que ofereçam retornos acima de seu índice de referência, de acordo com a política de investimento estabelecida pelo fundo. Outra diferença em relação aos ETFs é o resgate, que só pode ser feito por intermédio da instituição em que a aplicação foi realizada, respeitando a cotização e liquidação previstas no regulamento.

Conclusão

Os ETFs proporcionam grande conveniência ao investidor — como, por exemplo, a facilidade de, ao adquirir um único ativo, acompanhar as movimentações de um setor ou índice — que, em outras circunstâncias, seriam difíceis de seguir. Por exemplo, é possível comprar o fundo de índice que acompanha o Ibovespa em vez de todas as ações que compõem essa carteira teórica.

Todavia, tal benefício não elimina a importância de estar plenamente consciente ao investir. É de extrema importância que o investidor possua conhecimento suficiente para uma tomada de decisão acertada — ou seja, optar pelo instrumento certo, alinhado a seu perfil e expectativas, para que seja possível obter os resultados esperados.