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Open Finance traz ofertas personalizadas aos clientes

O mercado financeiro está se transformando, e uma das mudanças mais emblemáticas nesse sentido é Open Finance (ou Open Banking), sistema que vem sendo implementado para dar continuidade ao processo de inclusão financeira — assim como ao aumento da competição e digitalização dos bancos, fintechs e outras instituições autorizadas pelo Banco Central.

No novo sistema o cliente é incentivado, mediante consentimento prévio, a compartilhar seus dados. Ou seja, tais informações não são mais propriedade das instituições financeiras; o consumidor, agora, possui a liberdade de escolher quando, com quem e por quanto tempo as compartilhará (leia mais sobre o tema no texto que publicamos em nosso blog https://crk.com.br/crktec/open-banking-a-maior-revolucao-em-duas-decadas/).

O impacto do Open Finance nas instituições financeiras

Já as instituições financeiras poderão utilizar o compartilhamento de dados para saber mais sobre seus clientes — e, assim, fidelizá-los por meio de uma oferta mais assertiva de produtos e serviços como linhas de crédito, seguros, pagamentos recorrentes e investimentos, entre outros. A análise dessas informações será, portanto, essencial para manter a relevância de qualquer instituição no mercado financeiro.

Mudanças para o cliente

Sob a perspectiva do cliente, a principal mudança proporcionada pelo Open Finance é a posse, ou seja, o controle total sobre seus dados financeiros. Os correntistas, assim, poderão consentir que suas informações sejam compartilhadas com instituições reguladas pelo Bacen de maneira rápida e segura. Tal processo, vale destacar, oferece uma vantagem adicional: é totalmente gratuito, ou seja, não há custo algum para o usuário final.  

Isso significa que haverá mais independência para o consumidor, que poderá levar seus dados para a instituição que quiser, sem ter que iniciar um relacionamento do zero. Outro grande benefício é a oferta de produtos e serviços mais vantajosos, de acordo com as características e necessidades do usuário — uma vez que será possível conhecê-lo melhor através da análise de suas informações. 

Quanto ao sigilo e segurança das informações, o sistema está alinhado à LGPD, ou Lei Geral de Proteção de Dados. Há, ainda, uma série de diretrizes rigorosas, definidas pelo Banco Central, que devem ser seguidas pelas instituições que aderirem ao Open Finance — como indicações sobre quais dados podem ser compartilhados, finalidade e por quanto tempo, entre outras.

Nesse sentido, é oportuno ressaltar que o consentimento do cliente, seja pessoa física ou jurídica, deverá ser bem definido. Sua autorização é condição fundamental para que compartilhe dados — razão pela qual também é necessário que esteja ciente do que será feito com suas informações. E, caso decida, também poderá interromper o compartilhamento.

Novas possibilidades

A implementação do Open Finance confirma, portanto, a tendência do Banco Central de aumentar a concorrência entre as instituições financeiras. Em outras palavras, o futuro está cada vez mais próximo, e será construído à base de inteligência de dados.

CRK
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